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7 de jun. de 2019

Homilia: Anunciar a boa nova aos pobres (Lc 4,16-21) - SOUC 2019

Homilia proferida dia 06 de Junho de 2019, por ocasião da Semana de Oração pela Unidade Cristã (SOUC 2019) na Igreja Presbiteriana Unida de Jardim da Penha (Vitória/ES).

Leitura: Lc 4,16-21

Introdução

Estamos no quinto dia de celebração na Semana de Oração e o nosso tema de hoje é “Anunciar a boa nova aos pobres”, conforme vimos na leitura do Evangelho de Lucas e coincidentemente, é no evangelho de Lucas que as nossas igrejas tem meditado neste ano litúrgico de 2019 (Ano C). 

Provavelmente o Evangelho de Lucas foi escrito inicialmente para comunidades cristãs que decidiram seguir a Jesus após a ação missionária de Paulo, ou seja, escrito para comunidades com predominância de gentios, pessoas não convertidas ao judaísmo. 

Paulo ia andando por cidades do mundo helênico, cidades como Éfeso, Corinto, cidades importantes para a rota comercial, pregando o evangelho e implantando comunidades nestas cidades. Então, nós podemos dizer que o Evangelho de Lucas foi inicialmente destinado às comunidades com características mais urbanas, talvez para pessoas até com boas condições financeiras. 

22 de mai. de 2019

Como fazer teologia da libertação [Resenha]

BOFF, Leonardo; BOFF, Clodovis. Como fazer teologia da libertação. 10. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2010. 140 p.

AUTORES
Leonardo Boff nasceu em 1938, doutorou-se em teologia pela Universidade de Munique. Foi professor de Teologia Sistemática e Ecumênica no Instituto Teológico Franciscano de Petrópolis e professor de Ética, Filosofia da religião e Ecologia filosófica na Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Clodovis Boff nasceu em 1944. É frade da Ordem dos Servos de Maria. Doutorou-se em Teologia pela Universidade de Lovaina. Atualmente é professor na Pontifícia Universidade Católica do Paraná.

17 de set. de 2018

Setembro Amarelo: Ser aquele(a) que acolhe

Reflexão que partilhei com as/os irmãs/os da Segunda Igreja Presbiteriana Unida de Vitória - ES, dia 16 de setembro de 2018.

Leitura: Lucas 10, 25-37. 

Introdução

Este texto narra um episódio que surge de uma provocação de um especialista na lei, que segundo Lucas tem como intenção tentar Jesus, mas Jesus aproveita esta oportunidade para expor a mensagem do reino de Deus. O diálogo se inicia com o escriba perguntando a Jesus o que era necessário fazer para herdar a vida eterna. É uma pergunta que muitas pessoas fazem em nossos dias: o que eu preciso fazer para herdar o céu, para herdar a vida eterna? Então Jesus sabendo que se tratava de um interprete da lei, pergunta o que a lei dizia e como o escriba interpretava o que estava escrito. O escriba respondeu: Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todas as suas forças e de todo o seu entendimento e ame o seu próximo como a si mesmo. E Jesus diz: Correto! Faça isto e viverás. Observemos que Jesus não diz “Faça isto e terás a vida eterna”, mas “faça isto e viverás”. A conversão que Jesus propõe é que deixemos de nos preocupar apenas com o céu e com a vida futura e passemos a nos preocupar com os desafios do nosso cotidiano aqui na terra. Aqui e agora! Faça isto e viverás! Ame a Deus e ao próximo e tenha uma vida plena de sentido!

12 de jul. de 2018

O Ecumenismo em João Calvino

Charge por Patrick Chappatte, após visita ecumênica
do Papa Francisco em Genebra em jun. 2018.
Texto extraído do livro O Humanismo Social de Calvino, de André Bieler. p. 66-69.

Ao envolverem-se nas lutas do século XVI, nem Calvino nem os outros reformadores foram animados pela ideia de combater por verdades estritamente religiosas ou eclesiásticas, ou pela proteção de alguma igreja. O que os apaixonava, antes de mais nada, era o desejo de redescobrir e de fazer triunfar, na sua integridade, a verdade sobre Deus e sobre os seres humanos. Pretendiam, a todo preço, libertar a humanidade de toda forma de servitudes e, em particular, de suas mistificações religiosas. Apenas em segundo plano e como que levados pelas circunstâncias, fizeram-se adversários da instituição eclesiástica. Daí sua angústia ao notar que uma parcela da cristandade não tinha consciência do mal que sofria e que a própria igreja oficial os rejeitava de seu seio. Foi com imenso pesar que se viram obrigados a constituir igrejas separadas. E, mesmo chegando a esse extremo, nunca pensaram – Calvino particularmente – que formavam igrejas autônomas, definitivamente desligadas do resto da cristandade.

4 de jul. de 2018

Rosário Anglicano: origem, simbolismo, influências e uso por protestantes. Primeiros apontamentos

Introdução

Há alguns anos escrevi um texto sobre o Rosário Anglicano intitulado Curiosidade: Terço Protestante. Eu tinha acabado de descobrir esta forma de oração no meio protestante quando o escrevi. Relendo-o senti a necessidade de aprofundar no tema e fundamentar melhor seu uso.

Antes de tudo, quero enfatizar que apesar de na nossa cultura quando falamos "rosário" e "terço" associamos imediatamente a tradição católico-romana, o uso de cordões de oração são usados tradicionalmente ​​por membros de várias tradições religiosas além do catolicismo ocidental como o Hinduísmo, Budismo, cristianismo oriental, Islamismo, etc. para marcar as repetições de orações, cânticos ou devoções.

18 de mai. de 2018

O Calvino desconhecido... (Alguns apontamentos sobre João Calvino antes do Calvinismo)

por Zwinglio M. Dias*, em Tempo e Presença


“Toda a história moderna ocidental teria sido irreconhecivelmente distinta sem a perpétua influência de Calvino.”
(J. T. McNeill)

“Não é de todo fantasioso dizer que, em um palco menor mas com armas não menos formidáveis, Calvino fez pela bourgeoisie do século XVI o que Marx fez pelo proletariado do século XIX...”
(R. H. Tawney)

Introdução

Dizem que Karl Marx, ao ler um texto de apresentação do que se reputava como marxismo, ficou muito frustrado e declarou que se aquilo fosse marxismo ele não seria jamais marxista! Esta anedota ilustra muito bem o fato de que quase sempre os seguidores ou reduzem ou vão além daquele a quem dizem seguir ou representar. Eu penso que Calvino dificilmente se identificaria completamente com a maioria dos “calvinistas”, incluindo aqueles das primeiras horas, seja porque tenham tergiversado aspectos importantes de seu pensamento ou de suas propostas, seja porque não tenham entendido com clareza detalhes significativos de sua percepção global.

14 de mai. de 2018

O Cristianismo e a Revolução Social, de Richard Shaull

O cristianismo e a revolução social é um livro de 1953. Neste período já estava claro a crise do capitalismo e o espírito revolucionário sugeria que o comunismo estava próximo. A igreja protestante, muito fechada em si mesma, evitava se envolver nas questões sociais. 

É nesse contexto que Richard Shaull, missionário presbiteriano estadunidense atuando na América Latina, começa a desenvolver sua teologia. A leitura deste livro foi minha primeira aproximação ao pensamento do autor.

O livro tem 104 páginas e é divido em 7 capítulos: I) A Crise Atual - Oportunidade para o Comunismo, II) A Solução Marxista, III) Será o Marx-Leninismo a Resposta?, IV) O Encontro entre o Cristianismo e o Comunismo, V) O Cristianismo e o Proletariado, VI) A Responsabilidade dos Cristãos na Política, VII) O Repto Fundamental à Fé e à Vida Cristã.

Shaull, que no meu imaginário se encontra entre os primórdios da teologia da libertação, se mostra neste livro como um jovem missionário norteamericano preocupado com a expansão do comunismo russo e consequentemente com o possível cerceamento da liberdade das igrejas.

Mas, apesar dos inúmeras críticas que faz ao Marx-Leninismo, ele mostra profunda consciencia da crise em que a sociedade capitalista estava imersa (ainda está) e defende a urgente necessidade de se fazer uma teologia contextualizada com esta crise, uma teologia disposta a elaborar a significação da esperança cristã e comprometida com o amor e a justiça. 

Shaull defende igreja disposta a não se limitar ao espaço dos templos e cristãos dispostos a ocupar as fábricas, os partidos e a política (não como fazem os evangélicos em suas bancadas parlamentares atualmente, pois entendia que a luta cristã por justiça necessariamente é uma luta contra a manutenção do status quo).

Boa leitura!

8 de jan. de 2018

O Hinário Evangélico e a Igreja Presbiteriana Unida do Brasil - IPU


Introdução

O Hinário Evangélico foi produzido pela extinta Confederação Evangélica do Brasil, através de sua Comissão do Hinário. Teve como base o hinário Salmos e Hinos e sua primeira versão foi publicada em 1945 com 235 hinos (BRAGA, 1961). Atualmente o Hinário Evangélico conta com 500 hinos. A Igreja Metodista foi a única igreja que adotou oficialmente esse hinário. Tradicionalmente a Igreja Presbiteriana Unida do Brasil também o utiliza, embora seu uso não é institucionalizado por nenhum de seus documentos oficiais, a saber: Estatuto, Princípios de Fé e Ordem (PFO) e Regulamento Geral (RGIPU). O objetivo deste estudo é realizar um apanhado das origens do Hinário Evangélico e relacionar essas origens ao seu uso pela IPU.

17 de mai. de 2017

Eu os enviei ao mundo

Há dois anos, no dia 17 de maio de 2015, partilhei uma reflexão com os irmãos da Segunda Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte. (Foi minha primeira vez no púlpito, portanto tenham compaixão, rsrs!).

7º domingo na Páscoa, domingo da Ascensão de Jesus. 

Leitura: João 17:13-19

Quero hoje fazer uma reflexão a partir deste trecho que nós lemos, onde Jesus sabendo que era chegada a sua hora, se despede dizendo que era chegada a hora de ir pra junto de Deus, predizendo o momento da sua ascensão aos céus. Jesus também diz neste trecho o que ele viria a repetir no momento em que ele, após a ressurreição, aparece aos discípulos, conforme narrado por João no capítulo 20, verso 21 quando ele diz que assim como o Pai me enviou eu também vos envio. Voltando ao nosso texto base, podemos tirar algumas lições.

2 de nov. de 2016

Resumo do livro Psicopedagogia Clínica: uma visão diagnóstica dos problemas de aprendizagem escolar

WEISS, Maria Lúcia Lemme. Psicopedagogia Clínica: uma visão diagnóstica dos problemas de aprendizagem escolar. 12. ed. Rio de Janeiro: Lamparina, 2007.

O principal objetivo da autora é oferecer uma resposta para a queixa escolar, analisando como acontece a aprendizagem humana e a não aprendizagem. Para ela, a não aprendizagem na escola é uma das causas do fracasso escolar, mas amplia essa questão problematizando-a.